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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Energia em mim

Veio assim
Diferente de tudo que já vi
Como pode essa força fluir tão intensamente aqui
Dentro de mim

Modificando minhas atitudes
Meus sonhos
Meus medos
Enfim...
O que está em jogo eu já conheço
Mas até que ponto eu posso permiti?

Parece uma aposta muito arriscada
Se colocar numa balança pra ser julgado
E perder tudo numa só cartada
Que energia é essa dentro de mim?

Pulsante, envolvente
Guias meus passos
Despedaça os meus pecados
Entorpeceu meu querubim
Que energia é essa dentro de mim?

Já previ todos os percalços
Já desci de todos os saltos
Humildemente tenho que ir

Amigos
Amores
Trabalhos
Verdades
Mistérios
Segredos
Valores
Interrogações que não tem fim.

Segue homem teus passos
Desata nós e faz teus laços
O teu caminho vai descobrir
Mas só no fim saberás de fato
Que energia é essa dentro de ti


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Poesia

DESIGUALDADE
Debruçada no berço esplêndido 
Da brasilidade
Berra, ladra, brada
A madame desigualdade

Na cor, no gênero
No campo, na cidade
Berra, ladra, brada
A senhora desigualdade
Amada por poucos
Que têm muito
Combatida por muitos
Que têm pouco
Não se abala, não se cala
Prevalece a sua fala
Por toda a sociedade
Debocha, esnoba, canta, mata
Idolatrada pátria amada DESIGUALDADE!
(Rodrigo Pita)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Decisão - poesia


Decisão

Conflito iminente entre razão e a paixão

Caminho percorrido entre a soma e a subtração

Alvo escolhido pela mente ou coração.


Rodrigo Pita

Ferida que não sara - poesia


Ferida que não sara
Perturba a alma
E a mente não cala
Derruba o corpo
E o medo não pára

Trauma permanente
Prega peças na sua mente
Atormenta o riso
O coração sente
Melhor seria está inconsciente

Vida marcada
Dejavuh de sensala
Carnificina de alma
Ferida que não sara

Rodrigo Pita

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Você me completa



Você é um lago abaixo dos meus olhos...
Quando você me faz chorar.
Você é um arco-íris acima dos meus olhos...
Quando deixamos de brigar.

Você é a luz que ilumina meu caminho...
Quando vem me consolar.
Você é a cegueira que bloqueia meu caminho...
Quando passa a me criticar.

Você é a palavra mais temida e mais desejada

Você é a bruxa e também é a fada

Você é o tudo e às vezes é o nada

Você é meu ódio e às vezes minha amada

Tu que completa meu íntimo
Que faz o meu ritmo
Nessa poesia conturbada
Você que me faz sorrir chorando
Minha vida! Minha estrada!
(Rodrigo Calabar)

sábado, 30 de outubro de 2010

Um certo vazio

De repente...
Um vazio sem precedente
Invadi-me, mas não sei  o porque

Tento raciocinar, sistematizar,
Esse sentimento de solidão
Sei que sou laico, agnóstico
Mas, será que tem haver com religião?

Será nostalgia?
Este ímpeto seco que me agonia
Penso as vezes que este sentimento seja sazonal
Não sei quais são as épocas
Mas, lembro-me sempre do mesmo sentimento no natal
Mas é paradoxo...
Minha vida agora parece um carnaval!
Mas, de repente, abrisse este abismo
Que tristeza é essa?...Sobrenatural.

Agora quero chorar
Mas, nem lágrimas me vêm para aliviar
Aflijo-me sozinho
Quero sair daqui
Meus pés... Por que andam tão sozinhos?
Quero chorar...
Não encontro a saída...

Deus!
Deus?
Oh!
De repente eu preciso de Deus
Preciso de uma forma tão intensa como ninguém jamais precisou
Preciso chorar...
Estou confuso e tento não pensar
Que droga! Cadê minhas lágrimas?
Nunca pensei que um dia fosse trocar um sorriso
Por um desabafo dos olhos
Deus... Por favor...
Preciso chorar!

(Rodrigo Pita)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Eu sou poeta?

 
Sei lá!
Talvez eu seja um frade
Quem sabe um padre
Não sei se escrevo bem
Apenas me expresso através de frases

Talvez eu seja poeta
Por que?
Porque não tenho medo de escrever
Mas, talvez pra ser poeta
Alguém tenha que gosta de ler
Mas, se ninguém gostar de ler?
Eu não serei mais poeta?
Um poeta eu não vou ser?

E que tal eu não rimar os meus versos?
Que tal escrever pra quase ninguém entender?
Talvez assim eu me torne um poeta
Um bom poeta eu poderei ser

Mas, eu não tenho esse dom
E mesmo assim quero escrever
Eu preciso, eu necessito, eu gostei
E agora o que vai ser?
Eu não poderei ser um poeta?
Um poeta eu não poderei ser?

Já sei!
Vou pedir autorização a Sociedade dos Poetas Verdadeiros.
Mas, se eles não me derem?
Ah! Lembrei!
Eu tenho direito de ir e vir.
Hum? Isso mesmo!
Posso transitar entre a loucura e a normalidade.
Ou seria normalidade e normalidade?
Sei lá!
Tenho o direito da livre expressão!
Direito de “abri” meu coração.

Entre a normalidade e a loucura
Desta maneira sentir prazer
E como eu não ligo pra critica
Posso dizer:
Que não vou perder a rima
E continuar a escrever.
E quem sabe um dia
Um bom poeta poder ser

 (Rodrigo Pita)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Poesia


QUERER E NÃO QUERER

Não quero mais...
A rotina fatigada
Que a mente esmaga
E amplia a solidão
Quero o tropeço do cego
A andar no mundo incerto
Destemido na imensidão

Não quero mais...
Sofrer em silêncio sozinho
Mascarar a dor que destrói
Chorar no vazio só
Quero...
Falar que estou sentido dor
Dizer que preciso de amor
Eternizar o pôr do sol

Não quero mais...
A força ilusória que sempre me guiou
A soberba egocêntrica que disfarça a minha dor
A segurança insegura do calar
Quero...
A vida repleta de incerteza
A loucura cheia de nobreza
A coragem incerta do falar

Quero...
Amar e dizer que amo
Poder chorar em algum ombro
Viver sem medo de errar
Não quero mais...
A hombridade que me mata
Nem a obrigatoriedade que me devasta
E a solidão que escolhi pra nada

Quero sim o fortuito que liberta
Quero contar com a sorte
Quero destemer a morte
Quero ser útil na vida incerta!
Quero esquecer o não querer
Quero o querer sem temer.



Poesia

ASSIM TA BÂO

Amor
Me escuta bibelô
Faz o que te peço
Sei que a tevê não te vê como te vejo
A sociedade não te aceita como te aceito
Mas, por favor assim ta bão
Não alisa não

Sei que tua labuta te faz pressão
Sei que tua mãe não te quer assim
Mas, olha pra mim
Enlaçado, encaracolado, embaraçado
Eu gosto assim, só no blackão
Embebeda meu coração
Assim ta bão
Não alisa não

Não conquistamos a liberdade?
Então...
Não olha pra Pituba
Olha pra Liberdade
Lá está refletida nossa identidade
Vai deixa o blackão
Assim ta bão
Não alisa não


Ô preta não faço verrina
Você é minha sina
Olha só meu amor
É como nas tranças de Bintow
Você está no auge da sua beleza exterior
Ô pretinha! Animação!
Assim ta bão
Não alisa não


Então vamos assim
Ilê Ayê?
Afoxés?
Olodum?
Por quê?
Porque carnaval é segregação
Chiclete não
Sentir-se em casa que é bão

Poesia

CALABAR, 30 ANOS DE LUTA ORGANIZADA


O Calabar está fazendo 30 anos de luta e resistência
Agradeço aos nossos heróis
por lutarem por sua sobrevivência.

Por muitas vezes tentaram de nossas casas nos expulsar
Mas pela frente encontraram uma muralha chamada Calabar

Surgida de um quilombo.
Herdamos a coragem de negros fortes e resistentes
Nosso escudo é a união
Nossa bala o ideal inteligente

30 anos, só o começo dessa comunidade persistente
De geração a geração.
Temos mais de um trilhão de anos pela frente
Calabar também sou eu, guerreiro sobrevivente.

Poesia

Eu recito poesia

Recito porque posso me expressar
Recito porque posso protestar
Recito porque posso tirar de mim
Toda expressão provinda dos meus
Profundos sentimentos
Choro, alegria, ira
Tempestade, ventos, calmaria

Recito para declarar meu amor
Recito para expulsar minha dor
Recito para agradar
E até mesmo para incomodar
Aqueles que a minha poesia pretende alcançar
Recito para dizer ao mundo:
Ali estive, aqui estou!

Eu recito poesia
Para dizer que a vida não é vazia
Para quem não goste de ler
Ao menos goste de ouvir
Para senti e transmiti
O que há nas letras
E o que há em mim
O que há na terra
E o que há no mar
O que há nas florestas
E o que a no AR
Eu recito poesia porque me chamo
100% Calabar

Poesia

EU VI


Uma criança de fome chorando
Uma velhinha sozinha esmolando
Um jovem rapaz
No lixo se alimentando

Eu vi a sociedade segregar-se em dois mundos
Eu vi o noticiário
Fazer piadas com políticos corruptos
Eu vi a globalização dominar o mundo

Eu vi cada vez mais distante os dois mundos
Eu vi o pobre e o imundo
Eu vi o rico e o luxo

Eu vi o capitalismo substituindo o amor
Até na fé pra curar a dor
Ele tem que te acompanhar

Eu vi as palavras perderem sentido
Família, empresa
Dinheiro, justiça
Carro, carinho
Esperança? Essa talvez não mude.

Poesia

EGO MEU


Que coração louco

Que louco coração

Frio e duro como uma pedra de gelo

Não há nada que o possa penetrar


Nem o máximo das volúpias

Nem mesmo a deusa vestal

Nem sereias, nem Afrodite

Nem seriedade nem meninice

Que nem este coração não há igual


Não sei se isso é bom

Ou se é mal

Outrora penso que é bom

Pois, protejo-me de eventuais sofrimentos

Outra penso que é mal

Pois, o açúcar e o sal

Dizem que é bom provar


Mas como me entender

Ás vezes tenho vontade de me vituperar

Olhar para o mundo e vociferar

-Eu quero amar!

-Eu quero amar!


Mas não dá...

O meu coração não tem lugar

Pra se ocupar com outra coisa

Que não seja eu

Poesia

Caminhando

Caminhando contra o vento
Passeando pela mata
O dia já passou
Da noite
Vem a madrugada

Caminhando solitário
Sozinho eu não estou
Caminho com meu Deus
O mensageiro do amor

Caminhando pelo mundo
Uma amiga eu encontrei
Não sei se é o amor
Que tanto eu desejei

Eu não sei se é verdade
Esta história que amizade
Toma o peito
Invade a alma...
Rouba até a liberdade.

Eu não sei se é amor
Esta história de paixão...
Alegria, alegria
Dentro do meu coração

Andarilho aventureiro
Uma pessoa encontrei
Perdi-me em outro mundo
Que antes nunca imaginei

Eu não sei se é amor
Esta história de paixão
Alegria e tristeza...
Dentro do meu coração

Poesia

O amor não é tão bom assim

O amor não é tão bom assim
Invade sem pedir
Te acorrenta te aprisiona
Te mantem alienado e te impressiona

Eu quem o diga
Macho Alpha!!!
Dono de mim!!
Eu que nunca te conheci
Eu que nunca quis te conhecer
Agora em seu poder
Não consigo me desprender

Oh! Sentimento paradoxo
Você não é bom!
Sádico como diabo ciumento
Corrobora este misero sentimento
Preenche meus pensamentos

Oh! Amor!!
Você é um vírus destruidor
É ladrão saqueador
Mágico iludidor
Só se chama amor
Pra rimar com dor

Poesia

EM TEUS OLHOS


Tento desvendar você

E o meu álgido coração

Na minha doce ilusão

Sinto ele aquecer


Em teus olhos

Vejo que você me ver

Fecho os olhos e tento te esquecer

Abro os olhos

E tento encontrar você


Não sou beócio

Mas sempre insórdido(Duro de coração)

Mas, nos seus olhos

Perdi o lógico


Em teus olhos

Não percebo nada...

Talvez a lente transparente

Que eu nunca reparei

Será o mais próximo que chegarei

Olhos misteriosos... Que perscrutei!

Poesia

Pela libertação do medo


O que fazer diante de tanta injustiça e humilhação?

Infelizmente não sou super homem.

Sou um homem comum como todos os outros.

E o inimigo é forte e tem sede de sangue.


Não tenho peito de aço e nem arma mortal

Não fico invisível nem sou imortal...


Minha força vem do passado

Pois não tiveram medo

Nem ficaram calados

Os simples soldados que um dia acreditaram


Então, não tentem me calar

Nem me comprar

Nem me amedrontar

Não! Não! Não!


Jamais aceitarei a injustiça

Muito menos a humilhação

A morte será mais honrosa

Se esgotar a opção


E quando o medo chegar

Irá se incorporar em mim

Nelson Mandela, Zumbi, Martin Luterking

E terei força para lutar


Talvez eu não seja tão forte

Mas, enfrentarei a morte

Buscarei... sim! Eu buscarei!

Um mundo melhor


E se os mesmos perseguidores

Usar contra nós os traidores

A dura pena nos vencerá

Pois o sofrimento do nosso povo

Me motivará


E quando o medo chegar

Irá se incorporar em mim

Nelson Mandela, Zumbi, Martin Lurther King

E terei força para lutar


Não posso mais ver os traidores

Que migalham um poder ilusório

Despejar sobre nós o ódio da cúpula

Que não quer nos ceder dignidade


Não posso mais ver um cidadão de bem

Levar bofetada na cara sem ao menos se explicar

Não somos suspeitos desde que provemos o contrário

Somo vítimas por sermos esteriotipados


E falarei bem alto para todos:

- "Não esqueçam do legado que deixaram nossos antepassados!

Pois se não fossem por eles ainda estaríamos colonizados

Acorrentados, chicoteados, calados, sujos e maltratados" !

- " Não esqueçam! Libertamos-nos das correntes

Mas, ainda somos escravos do medo!"


E quando esse medo chegar

Irá se incorporar em mim

Nelson Mandela, Zumbi, Martin Lurther King

E terei forças para lutar